Fim da linha! Conexão para…

Atenção passageiros da Casa dos Meninos, dentro de instantes estarmos chegando ao destino final da nossa jornada. Recomenda-se que durante a leitura desse ultimo relato de viagem seja feita com o acompanhamento da trilha sonora que o maquinista colocará, trilha essa composta de sentimentos aflorados, da maneira em que o maquinista se encontra nesse exato instante que escreve esse ultimo relato de nossa viagem. as musicas demoram mais do que a leitura desse breve relato sentimental, ouça-as, enquanto ouvi-las, tente parar de ler um pouco e imaginar a viagem de 10 meses desse nosso trem.

Peço cordialmente que se preparem para o desembarque e para a conexão a ser feita. A viagem não acaba aqui! Aqui acaba o trabalho do maquinista.

o maquinista cansado

Maquinista que está cansado, está esgotado, que anseia pelo fim do ano, que sente que fez o que de melhor podia ter feito, sente que conduziu o trem e todos os passageiros pelos caminhos do PJU. Não sei e nem tenho como proposito saber se o caminho percorrido nessa viagem foi o melhor possivel, sinto que faltou passar por algumas estações, passar algum tempo maior em outras, mas a viagem é feita de escolhas, certas ou não, as seguimos e cumprimos todo o roteiro dessa nossa louca, turbulenta e divertida viagem.

Você passageiro, que não estava direto no nosso trem, mas nos acompanhou durante todo esse percurso, muito obrigado por sua presença em nossa viagem, ela muito gratifica o maquinista e os passageiros desse trem.

Bem vindos ao trem!

Na terça feira 29 de novembro, depois de comemorar os nascimentos dos passageiros, voltamos ao nosso trem com o foco no plano de viagem para a próxima etapa: os projetos. Esse foco não estava nos projetos em si, mas sim em como eles seriam apresentados para a Central de Operações, e se a C.O aprovaria esse novo percurso da viagem. Assim os passageiros corrigiram termos dessa apresentação e ensaiaram um pouco, sozinhos que se diga de passagem.

Na quarta feira dia 30 de novembro o trem seguiu o mesmo ritmo, porém os passageiros ao

planejamento dos proximos passos

invés de ensaiar somente entre eles fizeram diferente. Compartilharam entre eles as apresentações dos planos de viagem, abertos as sugestões e cheios de insegurança.

Fernado péra aí! Mas não é um trem só? Então como estão sendo feitos planos de viagem? Não deveria ser somente um plano para o trem todo?

Perfeito seu questionamento caro passageir@ ilustre e lind@ que acompanha nossa viagem, mas esclareço pra você que nessa outra parte da nossa longa viagem, os passageir@s serão @s responsaveis por suas viagens, serão duas, cada qual com seu roteiro, “Arvores pra vida” e “As expressões das Identidades”.

Na quinta feira dia 01 de dezembro os passageiros apresentaram seus planos de viagem para os que comandam o trem da casa dos meninos, Luzia, Chispita, Solange e Suzana, os passageiros nervosos apresentaram e ouviram considerações riquissimas das mesmas, que lhes dariam mais segurança para a apresentação do plano de viagem a Central de Operações.

Assim terminamos mais uma semana de viagem

Sem medo, começamos a ultima semana de atividades reais com os passageiros.

Na terça feira dia 06 de dezembro os passageiros revisaram os planos de viagem, pensando nas considerações feitas pela na pré banca do dia 01 e foram para suas casas pensando em tudo o que eles podiam ser, com medo, mas um medo compreensivel.

Na quarta feira dia 07 de Dezembro a Central de Operações adentrou ao trem da Casa dos Meninos, sim as bancas que avaliariam os planos de viagem de todos os jovens do Lajeado aconteceram no nosso trem, que bom! que todos conheceram onde nossas viagens aconteceram na maioria do tempo.

3 Bancas, dezenas de projetos, e uma certeza: A viagem dos passageiros da Casa dos Meninos da turma da manhã continuará. Porém agora não mais como passageiros, mas sim como condutores de suas viagens, com uma nova Central de Operações, comandada agora também pelo maquinista. Com a certeza de que nada será como antes.

Assim na quinta feira dia 08 com o peso do mundo longe de nossas costas, maquinista e passageiros, fomos rever a cidade de São Paulo de um outro angulo, não do centro, do norte, da pedra grande todo mundo junto, manhã e tarde e também com os amigos do CCCF, uma trilha longe do concreto, em meio ao verde, com uma vista estonteante  ao fim.

A cidade de outro angulo

Revendo toda a cidade voltamos ao começo, as diferenças deviam caber no mesmo pote, São Paulo é uma cidade gigantesca, nada acolhedora, que divide, como qualquer cidade do sistema capitalista, mas que ainda é possivel resistir, sempre é possivel resistir, existir, sempre é possivel viajar, sempre.

Se toda viagem será estruturada, com planos e metas como foi a nossa, não se sabe, mas nossa vida deve ser uma constante viagem, com sonhos, com felicidades, com tristezas, com encontros, com despedidas, com renovações e com inovações.

Sim passageiros, corremos, muito e continuaremos correndo sempre, agora fora do trem, porque a viagem de quem mora na quebrada não acaba nunca, fazer com que mais gente corra com a gente é o que liga.

Agradeço com lagrimas nos olhos todos os momentos que passamos juntos, passageiros presentes e virtuais, desejo a todos uma vida de muita luta, muito sonho e muita viagem!

“Qualquer dia a gente se vê” nesse “trem doido” da vida! Ache seu trem, não sinta pavor, siga a viagem da vida.

Novos Dias
(Sérgio Vaz)

“Este ano vai ser pior…
Pior para quem estiver no nosso caminho.”

Então que venham os dias.
Um sorriso no rosto e os punhos cerrados que a luta não para.
Um brilho nos olhos que é para rastrear os inimigos (mesmo com medo, enfrente-os!).
É necessário o coração em chamas para manter os sonhos aquecidos. Acenda fogueiras.
Não aceite nada de graça, nada. Até o beijo só é bom quando conquistado.
Escreva poemas, mas se te insultarem, recite palavrões.
Cuidado, o acaso é traiçoeiro e o tempo é cruel, tome as rédeas do teu próprio destino.
Outra coisa, pior que a arrogância é a falsa humildade.
As pessoas boazinhas também são perigosas, sugam energia e não dão nada em troca.
Fique esperto, amar o próximo não é abandonar a si mesmo.
Para alcançar utopias é preciso enfrentar a realidade.
Quer saber quem são os outros? Pergunte quem é você.
Se não ama a tua causa, não alimente o ódio.
Por favor, gentileza gera gentileza. Obrigado!
Os Erros são teus, assuma-os. Os Acertos Também, divida-os.
Ser forte não é apanhar todo dia, nem bater de vez em quando, é perdoar e pedir perdão, sempre.
Tenho más notícias: quando o bicho pegar, você vai estar sozinho. Não cultive multidões.
Qual a tua verdade ? Qual a tua mentira? Teu travesseiro vai te dizer. Prepare-se!
Se quiser realmente saber se está bonito ou bonita, pergunte aos teus inimigos, nesta hora eles serão honestos.
Quando estiver fazendo planos, não esqueça de avisar aos teus pés, são eles que caminham.
Se vai pular sete ondinhas, recomendo que mergulhe de cabeça.
Muito amor, muito amor, mas raiva é fundamental.
Quando não tiver palavras belas, improvise. Diga a verdade.
As Manhãs de sol são lindas, mas é preciso trabalhar também nos dias de chuva.
Abra os braços. Segure na mão de quem está na frente e puxe a mão de quem estiver atrás.
Não confunda briga com luta. Briga tem hora para acabar, a luta é para uma vida inteira.
O Ano novo tem cara de gente boa, mas não acredite nele. Acredite em você.
Feliz todo dia!

Abraços Cordiais.

Fernando Cruz

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Sobre pju6casadosmeninos

Execução da 6ª edição do Programa Jovens Urbanos na Casa dos Meninos, no distrito do Lajeado.
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7 respostas para Fim da linha! Conexão para…

  1. Caro Fernando

    Não me surpreende a sua capacidade de síntese e verve na exposição de motivos, ainda que para despedir-se de uma longa caminhada, nem sempre sustentada em terreno plano e de fácil circulação. O que aprendemos neste longo verão é que a inverno sempre será deles e a primavera sempre será nossa. Ainda bem que das fissuras e das entranhas da maquina de fazer doido, vocês encontraram o jeito de fazer a festa com todos os outros sem pedir licença para mudar.

    Venho acompanhando o Blog da Casa dos Meninos nesta sexta edição e me surpreendo pela forma fácil com que você discute as dificuldades na execução do Programa. Ainda que o seu propósito não seja reconhecer se o caminha percorrida foi a melhor possível, cá entre nós, nas escolhas das trilhas musicais percebe-se o triunfo do que foi realizado. Acho que você conseguiu de forma incisiva e questionadora resumir a trajetória de todos esses anos de parceria, divergências e compromissos.

    Quem sabe, um dia possamos retomar as conversas não concluídas, as posições que ficaram pelo caminho, ou ainda se os desafios das idéias e das concepções de mundo pautem as divergências de um jeito mais humorado. Como diria Mao Tse Tung “A crítica deve fazer-se a tempo; não há que se deixar levar pelo mau costume de criticar só depois de consumados os fatos”.

    Bom, me antecipo e desejo que o maquinista continue firme e forte na condução das massas, tendo como orientação outra máxima de Mao “A ação não deve ser uma reação mas sim uma criação”.

    E por fim, podemos fechar com outra citação de Mao, a que considero a frase mais enigmática da revolução chinesa “A bosta de boi é mais útil que os dogmas; serve para fazer estrume”.

    Um grande abraço e até mais

    Wagner A Santos
    Coordenador Técnico
    Programa Jovens Urbanos

  2. vandei oliveira disse:

    Fernandinho (maquinista louco) e jovens da cada dos meninos (passageiros malucos).

    Me faltam palavras e sobra emoção para fazer qualquer comentário.

    “Sei que nada será como antes”, essa pode ser uma certeza que os jovens levaram, pois quem entra nesse trem doido segue uma viagem, sem sim, mas com rumo, cheia de conexões, utópica.

    Então que venham os novos dias, dias esses que serão mais “fáceis” de enxergar, ou enxergados com outro olhar. graças ao trabalho desempenhado do maquinista.

    Todo trem sempre chega em alguma estação e “a plataforma dessa estação é a vida”.

    Força sempre
    Vandei

  3. ana luiza disse:

    você é o maquinista mais poeta que eu já conheci! parabéns pelo trabalho e obrigada pelas palavras! um abraço da ana.

  4. Aline disse:

    Simplesmente maravilhoso Fer,tenho certeza que assim como me traz inspiração,também inspira muito esses jovens..
    parabéns.!!!!
    abraços

  5. Magno Duarte disse:

    A viajem dos nossos trens ainda tem muito chão, muitos caminhos
    Parabéns Fernando. Grande abraço

  6. Del disse:

    Muito bom o seu relato, e muito inspirador também. Como você, eu só tenho a agradecer o bom ano que os jovens e os “bons e compromissados” companheiros de trabalho me deram.
    Um fortíssimo abraço e nos vemos numa dessas estações.
    Del

  7. fernando cruz disse:

    pois é pessoas queridas.

    Ciclos como diz o próprio nome terminam, o PJU foi um ciclo importante na vida dos 60 jovens com quem convivi diretamente nesses quase três anos e nos outros 60 com quem tive um breve contato por sermos de turmas diferentes; foi também um importante ciclo que tive em minha vida, na mudança de uma área técnica de trabalho para a educação, mudança que a cada dia me faz ter mais certeza de que “ainda há tempo”!

    No mais quero agradecer a todos que fizeram parte dessa parte da minha história e desejar sorte e competência a todos que continuarão nessa batalha diária e maluca que é a educação…

    obrigado pelos comentários e por nos acompanhar em nossa maluca viagem.

    Abraços, Maquinista!

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